Município pernambucano lidera o ranking brasileiro pelo segundo ano consecutivo, segundo dados da Pesquisa Agrícola Municipal do IBGE, e consolida a força da coconicultura no Sertão do São Francisco.
PETROLÂNDIA (PE) — No Sertão de Pernambuco, às margens do Rio São Francisco, Petrolândia (PE) volta a ocupar o ponto mais alto da produção brasileira de coco.
Dados da Pesquisa Agrícola Municipal (PAM), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), colocam o município em 1º lugar no Brasil em quantidade produzida pelo segundo ano consecutivo.
A liderança conquistada em 2024 foi mantida em 2025. Mais do que um resultado isolado, a sequência estabelece um novo marco para a agricultura de Petrolândia (PE) e projeta nacionalmente um território que há décadas mantém relação direta com a coconicultura.
🥥 Petrolândia (PE) • Bicampeã Nacional
Indicador: quantidade produzida de coco-da-baía
Fonte: IBGE — Pesquisa Agrícola Municipal / SIDRA, Tabela 1613
No levantamento do IBGE, a quantidade produzida de coco é apresentada em mil frutos. Por isso, o registro de 160.750 mil frutos em 2025 corresponde a aproximadamente 160,75 milhões de unidades.
A métrica é importante: o bicampeonato se refere especificamente à quantidade produzida, permitindo comparar Petrolândia (PE) com os demais municípios brasileiros dentro do mesmo indicador.
Uma liderança construída no território
O resultado ganha dimensão quando observado além dos números.
A produção de coco em Petrolândia (PE) está inserida em uma região marcada pela agricultura irrigada e pela presença do Rio São Francisco. Ao longo dos anos, a atividade passou a integrar a economia, a paisagem rural e a identidade produtiva do município.
A permanência na liderança nacional por dois anos consecutivos evidencia a escala alcançada pela produção local e amplia a visibilidade de produtores, trabalhadores rurais e famílias ligadas à cultura do coco.
O desempenho também coloca Pernambuco em posição de destaque dentro de uma atividade fortemente associada ao Nordeste brasileiro.
De Capital Pernambucana à liderança nacional
A relação entre Petrolândia (PE) e a coconicultura não começou com o ranking do IBGE.
Em 2012, o município recebeu oficialmente o título de Capital Pernambucana da Coconicultura, reconhecimento estabelecido pela legislação estadual de Pernambuco.
Mais de uma década depois, aquele reconhecimento estadual passa a conviver com um dado de alcance nacional: Petrolândia (PE) terminou 2024 e 2025 na primeira posição do Brasil em quantidade produzida de coco-da-baía.
É uma mudança de escala.
O que antes identificava a vocação produtiva de um município pernambucano hoje também aparece nos números nacionais da agricultura brasileira.
O Sertão que produz e ganha espaço no mapa do Brasil
Petrolândia (PE) carrega uma geografia singular. O município se desenvolve às margens do Rio São Francisco, em uma região onde água, agricultura, reassentamentos, irrigação e transformação econômica fazem parte da própria história local.
É nesse cenário que a coconicultura alcançou dimensão suficiente para colocar Petrolândia (PE) no topo do ranking brasileiro.
O bicampeonato reforça uma história construída ao longo de décadas e amplia a visibilidade nacional de Petrolândia (PE), de Pernambuco e de quem participa diariamente da produção local.
Para Petrolândia (PE), o dado do IBGE representa mais do que uma posição em uma tabela. Representa território transformado em produção — e produção transformada em protagonismo nacional.
“Eu não sou de Petrolândia (PE), mas bateu no coração. Dá vontade de conhecer esse lugar.”
Fontes
IBGE — Pesquisa Agrícola Municipal (PAM)
Produção Agrícola Municipal — IBGE
SIDRA/IBGE — Tabela 1613
Consultar Tabela 1613
Assembleia Legislativa do Estado de Pernambuco
Legislação referente ao título de Capital Pernambucana da Coconicultura.



